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Fragmentos de Abismo e Constelação A humanidade adoece de excesso de si mesma e falta de silêncio. O mal não é uma força externa, é o vácuo onde a empatia deixou de habitar. Erguemos muros de ferro enquanto o universo nos convida à fluidez do vento. A ganância é o câncer que tenta devorar a célula que o sustenta. Mas, enquanto o ódio grita sua finitude, a luz das estrelas viaja milênios para nos banhar com paciência. Cada ato de bondade é um fóton que rompe a densidade do ego coletivo. A evolução não é um evento geológico; é a alma aprendendo a filtrar o próprio lodo. Somos poeira estelar cansada de guerra, ensaiando o primeiro passo em direção ao infinito. Onde o homem deposita o medo, a luz deposita a possibilidade. O destino da Terra não é a cinza, é o brilho de quem finalmente se descobriu parte do Todo.
Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 11/03/2026
Alterado em 16/03/2026
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