SÓ A VERDADE NOS LIBERTARÁ

"Somos anjos perdidos. Asas mortas no chão desde a primeira audição da palavra impossível" F. Rocha

Textos

Os Jardineiros do Silêncio

Eles não chegaram ontem em naves espelhadas, nem aguardam o soar de trombetas para desembarcar. A verdade, guardada nas dobras do tempo e nas entrelinhas dos textos sagrados, é mais sutil: eles nunca se foram. Estão aqui há milênios, camuflados na própria estrutura da nossa história, como autores que assistem à peça que ajudaram a ensaiar.

Enquanto a humanidade se perde em contagens de fronteiras e moedas, os "outros" observam a nossa biologia como quem cuida de um jardim selvagem. Eles estavam lá quando as primeiras pedras de Gizé foram erguidas e quando o primeiro átomo foi partido. Não são conquistadores de terras, são engenheiros de frequências. Habitantes de oitavas que nossos sentidos, embotados pelo ruído do ego, ainda não conseguem captar.

Muitas vezes, o que chamamos de "intuição" ou "salto evolutivo" nada mais é do que o sussurro deles no inconsciente coletivo. Eles não interferem no nosso livre-arbítrio, pois sabem que a fruta só é doce quando amadurece no pé. Para esses viajantes das estrelas, o tempo não é uma linha, mas um oceano; eles nos veem como crianças brincando com fósforos em um quarto cheio de pólvora, esperando pacientemente pelo momento em que decidiremos, enfim, crescer.

Eles caminham entre nós, talvez na pele daquele estranho cujo olhar parece carregar a profundidade de mil galáxias, ou na paz inexplicável que sentimos em certos lugares sagrados. Estão aqui para testemunhar o parto da Terra para uma nova consciência. Quando pararmos de olhar para o céu em busca de máquinas e começarmos a olhar para dentro em busca de luz, perceberemos que o contato nunca foi um evento futuro, mas uma presença eterna.

Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 11/03/2026
Alterado em 16/03/2026
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