

OS VERSOS DO VÁCUO: A VERDADE QUE O HOMEM NÃO SUPORTA
O dia cósmico da mudança cármica se aproxima, e muitos não irão suportar quando a verdade nua e crua chegar.
Nas frestas do silêncio, onde as galáxias respiram o pó das estrelas mortas, ecoa uma voz que Neruda reconheceria entre mil mares. Não é o lamento dos amantes, mas o rugido do universo infinito cobrando sua dívida de luz. "Escrevo os versos mais tristes nesta noite", diria o poeta, se visse o horizonte tingido pelo grande dia cósmico. Os planetas não giram mais em círculos; eles convergem para a mudança cármica, o ajuste de contas das eras. A ganância que o homem plantou na terra agora floresce em tempestades de fogo sideral. A mensagem desce das constelações como uma chuva de punhais transparentes: a verdade nua e crua está a caminho. Ela não veste as sedas da esquerda nem os veludos da direita; ela é o vácuo que engole a mentira. Muitos não irão suportar. Seus peitos, cheios de ouro e traição, colapsarão sob o peso da própria insignificância diante da imensidão. O tempo dos simulacros acabou. O universo não aceita mais subornos. O que era secreto será gritado pelas crateras da lua. Neruda, em sua agonia elemental, avisaria: o amor não basta quando o destino decide que o ciclo deve fechar. A mudança não pede licença; ela devora o que é falso para que o que é eterno possa, enfim, respirar.
Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 14/03/2026
Alterado em 14/03/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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