

"O aço da armadura pesava menos que o aperto no peito. Diante dele, o Armagedom não era mais uma profecia, mas um horizonte em chamas, alimentado pela insanidade dos senhores do mundo, que em seu delírio de poder, decidiram condenar a terra. Ele, o homem forte forjado no fogo das batalhas, não buscou refúgio no medo. Antes que a primeira trombeta ecoasse, ele cravou em sua amada a única arma capaz de vencer a morte: a espada do amor. Não foi um golpe de dor, mas um plantio de vida no solo sagrado do afeto. Ali, no silêncio da despedida, ele deixou um filho — a sua continuidade, o herdeiro de uma esperança que ele próprio talvez não visse florescer. Ao marchar para o caos, ele não olhou para trás. Sabia que, mesmo que seu corpo tombasse nas cinzas da guerra final, uma parte invencível de sua alma já havia vencido: ele havia garantido que o amanhã tivesse um rosto, enquanto o mundo dos loucos se desfazia em pó." Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 21/03/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|