MARÉ DE AGORA
(Intro - Violão de nylon e um leve som de maracas)
(Verso 1)
A vida não é comercial de televisão
Tem dia que o café esfria e aperta o coração
A gente planeja o passo, mas o chão é quem decide
O destino é um mestre que nem sempre se exibe
Tem boleto na mesa e poesia na estante
O segredo é manter o brilho de quem é iniciante.
(Verso 2)
Não busco a perfeição que o filtro do celular vende
Eu quero o riso frouxo de quem finalmente entende
Que a cicatriz é mapa, o erro é professor
E a gente só floresce se aceita o próprio calor
A rotina é um moinho, mas o vento é a gente
Viver o ordinário de um jeito diferente.
(Pré-Refrão - Entra um baixo groovado e percussão leve)
E se o tempo é curto, eu alongo o abraço
Vou fazendo o caminho no meu próprio passo
Sem pressa de chegar, com vontade de ser...
(Refrão - Explosão de Axé suave, metais e muita percussão)
Ê, a vida é como ela é!
Um pouco de axé, um tanto de fé
É pé na areia e o suor no rosto
Sentindo do amargo o melhor do gosto!
Lá fora o mundo gira, aqui dentro a gente canta
A vida é o espanto que a alma levanta!
(Ponte - Clima de MPB contemplativa)
Um pouco de silêncio pra ouvir o que convém
A luz que me guia não apaga a de ninguém
Entre o caos e a calma, eu escolho o movimento
Sou bicho de cidade com alma de vento.
(Solo de Metais com batida de Bloco Afro)
(Refrão)
Ê, a vida é como ela é!
Um pouco de axé, um tanto de fé
É pé na areia e o suor no rosto
Sentindo do amargo o melhor do gosto!
(Finalização)
Como ela é... sem retoque, com axé.
(O som da percussão vai sumindo e fica só o violão)