

O EU QUE NÃO FUI Talvez, neste exato milésimo de segundo, você não esteja apenas lendo estas palavras. Em alguma dobra invisível do espaço-tempo, uma versão sua acaba de fechar a porta de uma casa onde o amor da sua vida nunca partiu. Lá, o café não esfria e o arrependimento que morde o seu peito hoje sequer existe, porque aquela escolha errada de cinco anos atrás, naquele universo, foi o acerto que mudou tudo. A teoria dos muitos mundos sugere que a realidade se bifurca a cada decisão. É vertiginoso pensar que somos uma multidão de possibilidades caminhando em direções opostas. O Espelho das Realidades
⚓ A Grande Ironia O consolo e a angústia de saber que outros "eus" existem é entender que a nossa identidade não é um ponto fixo, mas uma vasta constelação. Se em algum lugar tudo é diferente, aqui e agora, você é a versão que carrega o peso e a beleza da singularidade. Somos o resultado das renúncias que todas as nossas outras versões não tiveram que fazer. Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 27/04/2026
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