

OFICINA DE ALMAS O cotidiano é uma ampulheta de areia fina, onde cada grão que cai parece irrelevante, mas carrega consigo o peso do agora. Vivemos nessa pressa de preencher as horas, esquecendo que nossa passagem por aqui é apenas um breve suspiro entre duas eternidades. O corpo é o relógio que marca o tempo do mundo; a alma, porém, é a bússola que aponta para o infinito. Somos viajantes de passagens compradas para destinos que ainda não sabemos nomear. Cada vida, cada planeta, cada encontro, funciona como uma oficina de lapidação. A efemeridade da carne não é um erro do destino, mas o cenário necessário para que a alma entenda o valor do aprendizado: a busca pela perfeição não é um ponto de chegada, mas a própria coragem de continuar caminhando entre luzes e sombras. Enquanto o mundo pede pressa, a alma pede profundidade, lembrando-nos de que estamos apenas de visita, colhendo o que é eterno no jardim do que é passageiro. Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 15/05/2026
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