

SOCIEDADE DO ESPETÁCULO. SOLIDÃO A DOIS. O Dia dos Namorados virou uma vitrine de afetos milimetricamente calculados. Entre o jantar caro e a legenda perfeita no Instagram, existe um abismo onde muitos casais se perdem. Quando o respeito acaba e a cumplicidade é substituída pelo silêncio no carro, a celebração vira um "teatro do absurdo". É o comércio vendendo flores para camuflar espinhos. Manter as aparências para a sociedade é um fardo pesado: você posta a foto do brinde, mas o gosto do vinho é amargo porque não há mais verdade no olhar do outro. Um relacionamento sem base vira um "namoro macabro" porque é a celebração de um cadáver emocional. Flores sobre um sentimento morto não são mimos, são coroas de velório. O amor real não precisa de data marcada para ser provado, mas precisa de dignidade para existir todos os dias. Se for para fingir, que o presente seja a coragem de admitir que o "nós" já não habita mais aquele abraço. Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 12/06/2026
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