

CBF e a Morte do Futebol Arte: Que País é Este que Chora por uma Seleção Sem Alma? O brilho que outrora cegava os adversários hoje mal consegue iluminar o próprio caminho, vítima de um apagão institucional provocado pela total incompetência e ganância da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Olhar para a Seleção Brasileira atual, arrastando-se pelos gramados até o doloroso confronto contra a Noruega na Copa do Mundo de 2026, provoca uma ferida profunda na alma. É impossível não olhar para a tela e se perguntar, com um nó na garganta: que país é este? A resposta está na podridão dos gabinetes da CBF, uma entidade que transformou o nosso maior patrimônio cultural em um balcão de negócios burocrático, corrupto e completamente sem alma. Sentimos saudades de um tempo em que as estrelas caminhavam vivas dentro das quatro linhas. Sentimos falta da genialidade de Pelé, da elegância de Rivelino, da força de Roberto Carlos, do faro de Ronaldão e da pura magia de Ronaldinho Gaúcho. Mas aquela geração não era fruto do acaso; era o ápice de um país que respirava futebol. O mundo tremia de medo só de ouvir o nome do Brasil porque sabia que enfrentaria uma força indomável. Hoje, essa força foi sufocada por uma cartolagem arcaica e egocêntrica. A CBF, historicamente marcada por escândalos políticos, CPIs e presidentes afastados por corrupção, prioriza há décadas o lucro imediato de contratos de patrocínio e amistosos caça-níqueis em detrimento do desenvolvimento técnico e da identidade do nosso jogo. O que nos resta agora é a melancolia de testemunhar uma equipe medíocre, reflexo direto de uma federação que destruiu o futebol nacional. O medo mudou de lado porque a CBF trocou a ousadia pelo pragmatismo comercial, vendendo o calendário e o orgulho do país. Nossos talentos são negociados como mercadoria com a conivência de uma diretoria que nada faz para proteger o mercado interno, permitindo que os jovens sejam colonizados taticamente por mercados estrangeiros que limam o drible e o improviso. A seleção que antes impunha respeito agora implora por sobrevivência, gerida por uma máquina política da CBF que se preocupa mais em perpetuar seus caciques no poder do que com a dignidade dentro de campo. É o triste fim de um império futebolístico, onde a paixão do povo foi rifada pela ganância de uma confederação criminosa com o nosso esporte. Para resgatar a nossa essência e impedir que o futebol brasileiro seja definitivamente enterrado pela burocracia da CBF, a reconstrução precisa arrancar o esporte das mãos desses mercadores com propostas profundas de mudança na base:
Enquanto a bola for tratada apenas como moeda e o talento como mercadoria, continuaremos assistindo ao maior espetáculo da Terra das arquibancadas da nossa própria mediocridade; é hora de devolver o Brasil aos brasileiros, e o futebol ao seu verdadeiro povo. Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 06/07/2026
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