

Bourbon, Fogo e Espera O vento forte bate contra a janela, trazendo um frio intenso que parece congelar o tempo. No peito, o coração bate compassado, insistindo em esperar por um amor que a razão insiste em dizer que não é correspondido. A cama já está pronta, perfeitamente arrumada, mas o vazio dela ecoa pelo quarto; o grande amor não chega. Busco refúgio no calor da lareira, onde as chamas dançam solitárias. Sento-me no tapete quente estendido em frente ao fogo, segurando uma taça de bourbon. O líquido queima a garganta, mas não apaga a ausência. O relógio dita o ritmo da solidão enquanto as horas passam implacáveis. Uma, duas, três taças... e ela não vem. O cansaço vence a vigília e a mente finalmente cede. Adormeço embalado pelo estalo da madeira que queima. A madrugada silencia o mundo. De repente, a rigidez do inverno se desfaz. Acordo com seu beijo suave em minha face. Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 27/07/2026
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