

O BANQUETE DA CARNE O silêncio que se segue à tempestade é denso, habitado pelo eco de nossos próprios gemidos. A sala, antes palco da carne e do êxtase, agora testemunha o repouso dos guerreiros do prazer. Nossos corpos permanecem entrelaçados, colados pelo suor e pelo magnetismo que ainda nos une, como se separar as peles significasse romper a própria alma. No calor desse abraço adormecido, o tempo não corre; ele flutua. O néctar que provamos ainda pulsa na memória da língua, e o ritmo dos corações vai, aos poucos, encontrando a mesma cadência pacífica. Fomos fome, fomos fogo, fomos a explosão farta dos sentidos. Agora, somos o rastro sagrado desse transbordo. Somos duas vidas plenamente nutridas, descansando no centro exato do universo que criamos juntos. Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 27/07/2026
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